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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

É esta a nossa hora! (II) 

A iniciativa que divulgámos aqui deu finalmente os seus frutos! Sumariamente, a ideia consistia no acompanhamento – jurídico e pessoal – dos casais homossexuais que estivessem dispostos a apresentar-se perante um Conservador do Registo Civil, solicitando a abertura de um processo de casamento. Em caso de indeferimento, de imediato seria interposto recurso da sua decisão (primeiro para o Tribunal da Relação e, se for caso disso, dali para o Supremo Tribunal de Justiça e depois para o Tribunal Constitucional).

E eis que passados sete (longos) meses, a Teresa e a Lena decidiram dar o primeiro passo e acederam a colaborar com a iniciativa, conscientes de que, tal como já aqui foi dito, agora que a homossexualidade está cá fora (...) é a hora de falarmos todos e de falarmos a uma só voz, independentemente de todas as diferenças que inequivocamente nos separam, para fazermos ouvir bem alto a única coisa que todos queremos: os nossos direitos em geral e o direito ao casamento muito em particular!

No próximo dia 1 de Fevereiro de 2006, pelas 14h30, a Teresa e a Lena vão apresentar-se na 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 7 – 1.º andar, 1050-115 Lisboa), onde requereram já a abertura do respectivo processo de publicações para se casarem.

Todos os que puderem e quiserem não deixem de estar presentes! A nós resta-nos partilhar a alegria desta notícia convosco e desejar as maiores felicidades à Teresa e à Lena, agradecendo-lhes a coragem e a determinação!

Comentários:
Boa sorte e parabéns pela iniciativa. Muito sinceramente, não sei se é bom se é mau, socio-culturalmente falando. Deixo a opinião para quem de direito.
 
Skeptikal, o direito à opinião é universal! Bom será, porém, que todos tenhamos a consciência e sensatez necessárias para sabermos formar as nossas opiniões sem nos deixarmos cercear por preconceitos ou ideias-feitas!
 
quando disse que deixo a opinião para quem de direito, referia-me a uma análise do choque socio-cultural que isso pode causar. Do ponto de vista pessoal... nada contra.
 
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