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sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

Um novo ano. 

Se tudo tivesse corrido normalmente nesta última semana, preparava-me para reproduzir aqui as exactas palavras que escrevi no início deste ano: "Gosto de balanços… Gosto da organização que impõem a alguém muito pouco organizada como eu… gosto da sensação de fim que transmitem… e de reinício... Sabem a esperança os balanços, a “nada está perdido” e a “agora é que vai ser”"… Falaria do bom e do mau de 2004 e expressaria votos de esperança para 2005...
... E depois ondas gigantescas apagaram o sentido a estas palavras...

Sou por natureza optimista, gosto de ver sempre o lado positivo das coisas e tenho por convicção que, se nos empenharmos verdadeiramente, as coisas correrão sempre bem... Mas nem assim consigo ainda ter mensagens de esperança para 2005.
Um morto pesa muito na alma, milhares de mortos pesarão muito no Mundo. Estamos a assistir em directo e a cores a uma catástrofe como há muito não havia memória no nosso Planeta. Ao número assustador de mortes directa e imediatamente provocadas pelas tsunamis seguirão as mortes provocadas pelas epidemias que nem a mais avançada ciência conseguirá evitar... O resto das consequências estão já retratadas nos vários livros de História que narram catástrofes semelhantes e que se estenderão da economia à filosofia, em todos os quadrantes da actividade humana, a provar que na História tudo se repete...
... As perspectivas para o novo ano são demasiadamente duras para que seja possível festejar a sua chegada sem uma sensação de aperto no pensamento.
O Mundo não só está a enterrar os seus mortos como sente sobre si o peso de que a catástrofe ainda não terminou...
... E no entanto, nós os sobreviventes, nós que ainda temos um papel a desempenhar neste Mundo, tiremos desta catástrofe a lição que ela nos dá: em segundos tudo aquilo por que lutamos, tudo aquilo que desejamos (incluídos os desejos entalados nas passsas, claro está!), tudo aquilo que nos stressa, tudo aquilo que nos incomoda, pode ser destruído, apagado, desvanecer-se!...*
Pois então, se assim é, que 2005 seja um ano mais calmo, mais pacífico, de maior relativização de tudo o que não tem o mínimo interesse e, acima de tudo, de exaltação das coisas verdadeiramente importantes nas nossas vidas! Talvez dentro deste espírito consigamos ainda falar de esperança em 2005.
Bom 2005!
* As reticências estão aqui para não entrar agora no tema polémico do que poderá existir para além da Morte!

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