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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Como se do curso de um rio se tratasse 

Nem dei conta, mas a verdade é que já passaram mais de dois meses desde que escrevi aqui um post pela última vez.
Gostava muito de poder dizer que tinha andado só a trabalhar (e a divertir-me de vez em quando), ocupadíssima, sem tempo para o Assumidamente. Certamente, isso iria tranquilizar o meu espírito, mas não seria verdade.
Ou melhor, não seria inteiramente verdade. É verdade que o trabalho tem sido muito, que tenho aproveitado todos os tempos livres para des-can-sar, para me divertir a fazer as coisas de que gosto, para amar, para viver. Mas também é verdade que já poderia ter escrito aqui muitas coisas, sobre muitos assuntos, muitas vezes, nestes mais de dois meses que se passaram.
Não o fiz porque, sinceramente, não me apeteceu e vós, principalmente os que que já andais desse lado há muito tempo, sabeis que eu procuro muito respeitar as minhas vontades e, portanto, fazer apenas o que me apetece.
Não consigo, pura e simplesmente, nem quero escrever posts só porque sim, só porque o blog está desactualizado há muito tempo, só porque aconteceu alguma coisa, só porque é suposto, quando se tem um espaço destes, ter sempre algo a dizer.
Uma das características deste blog - e que o fez ser aquilo que hoje é - é essa mesma: o que aqui é escrito vem de dentro, do desejo de dizer, da necessidade de expressar pensamentos e de fazer partilhas com os leitores.
Pois bem. Esses ímpetos têm andado um pouco ausentes do meu peito e essa é a razão principal e a mais verdadeira para que o tempo passe sem que o Assumidamente seja actualizado. Acreditai que me surpreende a mim mesma esta quase letargia, mas tenho convivido com ela de forma saudável, até porque acho que ela é reflexo de um período de mudança que eu estou a atravessar.
O Assumidamente não perdeu o sentido, continua bem vivo e gravado eternamente dentro de mim e, com ele, cada um dos posts, cada momento de partilha, cada comentário. Por isso mesmo, é um bem demasiado puro e precioso para que o destrua com tentativas falhadas de posts feitos à pressão. Sempre recusei isso, não haveria de ser agora que iria começar a percorrer tal caminho.
Deixo o Assumidamente tomar o seu rumo, naturalmente, como se do curso de um rio se tratasse. Por isso é que há dias em que me apetece voltar aqui e volto, e outros em que me apetece andar longe e daí a distância e o silêncio.
Sei que estas palavras são necessárias para a grande maioria dos leitores do Assumidamente que, de uma forma mais ou menos consistente, já se aperceberam de como as coisas funcionam por aqui, mas hoje, não sei porquê, apeteceu-me fazer login, criar uma nova mensagem, abrir uma página e vir aqui escrever estas palavras. Apeteceu-me, só isso.

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