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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

«7 anos de mau sexo»: crónicas com (muita) malagueta 

De que o sexo é absolutamente fundamental nas nossas vidas, já ninguém tem dúvidas. O que alguns de nós - espero que muito pouc@s - ainda não sabem é que o sexo pode ser um excelente mote para conversa. E a conversa pode dar origem a muita coisa, como por exemplo, crónicas. E as crónicas podem originar um livro. E o livro, quem sabe, um filme (eu ainda não desisti da ideia!).
Com o atrevimento e a boa-disposição que a caracterizam, a minha querida e grande amiga Ana Anes tem aceitado desafios ao longo da vida que muitos outros não tiveram o atrevimento de enfrentar. Pois claro! É do signo solar Carneiro (como eu!) e, como reza a nota biográfica, a primeira luta foi logo travada no momento do nascimento, contra o cordão umbilical que se enrolou em torno do pescoço. E foi, obviamente, ganha, porque a Ana Anes não é mulher para se deixar vencer por nada deste mundo! Por isso é que a vida lhe tem sorrido e os frutos são os melhores. E como não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, depois de «7 anos de mau sexo» chegou o fim do jejum!
Para a minha querida Ana Anes e para gáudio de tod@s quant@s gostam dela - e somos muit@s - , o ano de 2008 começou, definitivamente, com o pé direito. No passado dia 25 de Janeiro chegou às livrarias a edição impressa de «7 anos de mau sexo», uma compilação de crónicas que a Ana escreveu , com divertidíssimas ilustrações de Mónica Catalá e prefácio de João Pereira Coutinho. Um livro que, a a estas horas, já deve ter passado à frente dos olhos de quase toda a gente e que José de Pina resume deste modo: «Este é, sem dúvida, um livro útil, não apenas para as mulheres mas também para os homens. Se tivesse saído há mais tempo, com certeza Pinto da Costa não teria cometido tantos disparates e o Calor da Noite não teria assim perdido uma das suas melhores alternadeiras.».

As crónicas estão classificadas com malaguetas, consoante o grau de «atrevimento» dos textos. Sobre as crónicas de «uma malagueta», diz-nos a Ana Anes: «Não. Estas crónicas ainda não são para tomar com Viagra. Estas são apenas para pensarem no sentido das vossas vidas - numa vertente muito Deepak Chopra e Brian Weiss - para, depois, em conformidade, ou as mudarem ou tomarem algo mais forte com whisky e ficarem estranhamente frios e calados... e as mudarem na mesma!». As crónicas de «duas malaguetas» já impõem mais respeito (ou não, ou não): «Antes de começarem a ler estas crónicas, é melhor irem a uma sex-shop buscar umas algemas com plumas cor-de-rosa e uma venda. Aqui o ar condicionado avariou há dez minutos e quem tiver mais peças de roupa vestidas vai ao castigo.». Para as de «três malaguetas», esperam-se corações - e outras coisas terminadas em «ões» - fortes e resistentes: «Está na altura de usar tudo o que têm à mão: imaginação, o número de parceiros que quiserem, a corda da roupa da vizinha, os vídeos caseiros dos papás, e toca de gozar sete minutos, horas, meses ou anos de muito bom e totalmente amoral sexo. A gerência pede que poupem os animais de estimação.».

Preparem-se para umas boas horas de gargalhadas, ironia, pragmatismo, astúcia e perspicácia. São textos da Ana Anes, minhas senhoras e meus senhores, muitos dos quais eu tive o privilégio de ler antes de publicados. E como são textos da Ana Anes, não é preciso dizer mais nada! Leiam e chorem por mais.

Para a minha grande amiga Ana Anes - gosto imenso de ti, minha querida, e tu sabes bem disso! -, vai daqui um abraço apertado, com votos de muitas felicidades para a apresentação do livro - pela jornalista Fernanda Freitas com João Pereira Coutinho -, que decorrerá hoje, pelas 21h, no Café Bar BA, no Bairro Alto Hotel, em Lisboa. As leituras serão feitas por Nuno Nodin e José Manuel Anes. A música estará a cargo de Carlos Didelet. Com muita pena minha, eu não poderei estar fisicamente presente, mas todas as minhas energias positivas estarão voltadas para este evento!

Para aguçar a curiosidade, aqui fica o texto de introdução, a nota biográfica da Ana Anes e a ficha técnica do livro: «A maior parte das crónicas reunidas neste livro surgiram ao fim de dois anos de muita insistência por parte da autora à direcção do semanário «O Independente», onde colaborava há cerca de três anos. Com o término dos suplementos anteriores, que deram lugar ao suplemento «Vida», foi possível concretizar o que, mais do que um sonho, foi sempre uma certeza da autora – a de que iria «abanar os alicerces» de algumas mentalidades. Assim foi e, durante cerca de sete meses de duração da rubrica homónima, falou-se semanalmente, sem tabus, de sexo e relacionamentos, obviamente numa perspectiva autobiográfica (e não só, que os amigos deram ajudas preciosas com as respectivas experiências!), com humor, ironia e sentido de oportunidade e actualidade. Para além dessas, o livro reúne igualmente crónicas originais e outras da «Perspectiva», da coluna «Cambalhotas» do «Destak» e da rubrica «A Guerra dos Sexos» da «Maxmen». As crónicas estão organizadas num sistema crescente de «malaguetas»: as primeiras são relativamente toleráveis, mas para as mais picantes será conveniente prepararem o antídoto!»

Ana Anes (
blog) nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta «bombista-literária» em que, não se levando a sério − a vida já é demasiado pesada por si mesma –, decidiu inconscientemente (sabe-o agora!) romper certos tabus, preconceitos e lóbis, fossem eles de mentalidades, costumes, ou mesmo de determinados grupos. Colaborou com os mais variados órgãos de comunicação social, como o Expresso, Correio da Manhã, O Independente, Gente Jovem, Maxmen, Focus, Rádio Comercial e RTP. É, assumidamente, a «arruaceira» de serviço a quem convidam sempre para reestruturações ou projectos novos. A Fé move a sua vida, tanto que o seu lema é «see the ball, be the ball». Tem uma família excepcional, a quem deve tudo o que é. São todos originais e diferentes. O que é bom. E ela, a original-mor, tem muito orgulho nisso.

«7 ANOS DE MAU SEXO» . de Ana Anes . ilustrações de Mónica Catalá . prefácio de João Pereira Coutinho . 160 páginas . editora Guerra & Paz . colecção Pecado Original . €13,30

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