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sábado, 14 de abril de 2007

Esperma feminino 

O título deste post parece-lhe despropositado? Olhe que não é, olhe que não é... Se ainda não sabe, então fique a saber que já é possível, recorrendo às células estaminais, criar esperma a partir de medula óssea. Foi isso mesmo que fez uma equipa de cientistas britânicos, embora usando exclusivamente medula óssea fornecida por homens. Os resultados foram animadores e por isso já foi pedida autorização para prosseguir a experiência usando medula óssea de mulheres.
Se a resposta for positiva e os cienteistas conseguirem criar esperma sintético a partir da medula óssea da mulher, colocar-se-á a hipótese de duas mulheres conceberem um bebé. Isto resolveria os problemas de um considerável número de casais de lésbicas que desejam muito serem mães. Teriam, assim, a possibilidade de terem uma filha cujo ADN fosse o resultado da informação genética de ambas (sim, sempre uma filha, pois as mulheres apenas possuem o cromossoma X). Esta é uma investigação para ter debaixo de olho, pois traz muita esperança a muita gente, não só às mulheres lésbicas, mas também aos homens inférteis. É uma boa notícia, para desanuviar das tristezas dos últimos dias.


Notícia do PÚBLICO (sem link, porque reservada a assinantes):

Será possível fazer esperma feminino a partir de células estaminais? Sim, em teoria.
14.04.2007, Andréia Azevedo Soares

Quando um casal de lésbicas quer ter um filho, pelo menos uma das parceiras fica sempre privada de transmitir à criança a informação dos seus genes. Será um dia tecnicamente exequível obter um feto cujo ADN resulte da informação genética das duas "mães"?
A resposta é sim, pelo menos em termos teóricos, se tivermos em conta os resultados do mais recente trabalho da equipa liderada pelo cientista iraniano Karim Nayernia, especialista em células estaminais da Universidade de Newcastle, Inglaterra. Agora, ser tecnicamente exequível não é sinónimo de ser eticamente aceitável - uma discussão que promete aquecer ainda mais as relações entre ciência e sociedade nas próximas décadas.
A técnica também pode vir um dia a ser útil, acreditam os cientistas, aos homens que ficam inférteis após a quimioterapia. Seja como for, a aplicação destas técnicas em pacientes de ambos os sexos dependerá sempre de uma moldura legislativa que a suporte.
A equipa de Nayernia conseguiu produzir em laboratório células-mãe do testículo (espermatogónios) a partir de células estaminais humanas, revela um estudo publicado ontem na revista científica
Reproduction: Gamete Biology.
Estas células multipotentes terão a capacidade de, uma vez induzido um processo de diferenciação, se transformar em tecidos especializados do corpo humano - cardíaco ou muscular, por exemplo. Só que, nesta experiência, os cientistas pretendiam "convencer" as células estaminais retiradas da medula óssea a tornarem-se gâmetas prematuros. E afirmam tê-lo conseguido.
O material humano utilizado nesta investigação foi doado por um grupo de voluntários do sexo masculino. E se fossem mulheres a ceder as células estaminais da sua medula óssea? Conseguiriam depois "convencer" as células-mãe do testículo a dar origem a espermatozóides? É exactamente isto que a equipa de Karim Nayernia quer investigar agora, tendo para o efeito pedido autorização ao comité de bioética para produzir esperma sintético a partir de células estaminais de mulheres. Se a resposta for positiva e os cientistas conseguirem levar mais longe o processo de diferenciação, aí sim colocar-se-ia sobre a mesa a hipótese de duas mulheres conceberem um bebé. Neste cenário futurista, refere o Independent, nem seria preciso ecografia para escolher a cor do enxoval: a criança será necessariamente uma menina, uma vez que só os homens possuem o cromossoma Y.

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