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quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Leiamos e descubramos... 


... por que é que o estilo gay (?!) está na moda. Se eles dizem, eles sabem. É na Sábado desta semana.


:: ADENDA (em 08.12.2005) ::

Para que não restem dúvidas em relação ao objectivo deste post, aqui ficam as minhas considerações sobre o assunto, conforme, aliás, tive oportunidade de as expressar (via comentários) a Micael Pereira, o autor do artigo da revista "Sábado".

Quando escrevi o post e também à data em que escrevo esta adenda ainda não havia lido o artigo em questão. Mas tenho intenções de o fazer, obviamente. Aliás, o objectivo do post, ao divulgar o artigo, é precisamente o de que todos os leitores deste blog que não lêem regularmente a "Sábado" saibam que ele foi escrito e, caso assim o entendam, o leiam também (atente-se no título do post: «Leiamos e descubramos...»). O espanto expressado no post refere-se apenas ao título do artigo. Vejamos porquê.

A expressão «estilo gay», mesmo num título que o próprio autor do artigo reconhece que «pode ser redutor» (as palavras são de Micael Pereira, em comentário* a este post), estabelece distinções e inculca a ideia de um esteriótipo, o que em minha opinião (e a julgar pelos comentários de outros leitores do Assumidamente, a minha opinião é partilhada por outras pessoas - homo e heterossexuais) é péssimo.

Falar em «estilo gay», ainda que seja para dizer que o «estilo gay» é chique, é endinheirado, é metrossexual, tem poder de compra, é culto e que há heterossexuais a querer imitá-lo é reforçar a ideia de um status ligado à orientação sexual e essa ideia é, a meu ver, infeliz. Entre os gays haverá muitos estilos, não há apenas "o" «estilo gay».

A ideia de um mundo à parte para os gays, traduzida por ideias como a de um "estilo gay", ou de "bares gay", de "gestos gay", de "modos de expressão gay", enfim, uma panóplia de coisas que são comuns a todos os seres humanos e que não são "gay" ou "hetero", é aquilo contra o que muitos homossexuais lutam - é aquilo por que eu luto. Daí a minha crítica ao título do artigo - não há um «estilo gay».

Ainda uma última nota. O autor do artigo não é responsável apenas pelo seu conteúdo, mas também pelo título. E os títulos que aparecem nas capas das revistas ou nas primeiras páginas dos jornais são ainda mais importantes, porque mais apelativos. Se é o próprio Micael a admitir que é necessário ler o seu artigo porque «o título pode ser redutor», talvez isso já seja o suficiente para repensar o que escreveu e, quiça, atender ao que se foi e vai dizendo aqui sobre o assunto.

Através do comentário que o Micael deixou aqui no blog fiquei a saber que passou pelo
Assumidamente. Louvo-lhe a atitude, porque demonstra que este jornalista não se limita a escrever artigos sobre a temática mas que também vai lendo o que "os temáticos" escrevem. E isso é muito, muito bom. :)

* Comentário completo de Micael Pereira: «Como autor do artigo da revista Sábado sobre a era gay, gostava sinceramente que lessem o texto e que depois comentassem. Um título de capa é muitas vezes redutor.» (08.12.05 - 3:29 pm)


Comentários:
Fantástico o seu blog, gosto de vir passear por aqui. Já mergulhou hoje Mar Adentro? Pode fazê-lo em http://maradentro.blogs.sapo.pt e deixe-se levar. Vai gostar certamente.
 
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