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sábado, 21 de maio de 2005

A nossa noite para comemorar... 

Escrevias tu estas palavras e eu... e eu na ignorância de que elas me esperavam.

"Fazes-me falta..." – pensava, na ânsia de que as minhas ideias chegassem a ti. E quantas vezes chegaram já? Ao longo destes quatro anos, muitas vezes nos cruzámos por entre as linhas dessa teia que alguns apelidam de "telepatia"...
Não sabia eu que me escrevias, mas sentia uma tibieza entranhar-se-me nos ossos. Sentia a noite mais fria do que as demais... e o coração balançava-se-me nas mãos, movido pela angústia...
"Fazes-me falta..." – pensava, sempre que a dor da tua ausência era mais lancinante. E procurava os teus olhos, como que por instinto! Procurava o teu sorriso, o teu cheiro, o brilho dos teus cabelos... e perante o silêncio da resposta, a cada vez que te não encontrava no palpável, procurava-te no invisível e empenhava as minhas forças na tal "teia telepática"...

Frequentemente, deixas-me sem saber o que te dizer, como agora. Sou tão mínima ao pé de ti... tão mínima ao pé da tua perfeição! ... E, simultaneamente, tão completa ao teu lado! Todas as memórias de que falas são apenas parciais se recordadas apenas por mim...

Peço-te apenas que não me agradeças, meu amor. Não me estejas grata pelo prelúdio, porque sou eu quem tem de te agradecer tudo o que se seguiu. Mas não posso nem devo ter a ousadia de querer expressar por palavras o quanto estou em dívida para contigo. As palavras seriam sempre parcas e desajustadas a algo que só pode ser feito com a vida.
Jamais algo que pudesse dizer-te seria sequer aproximadamente tão singelo e precioso como o que escreveste aqui. Perdoa, contudo, a minha audácia e a minha pequenez... nunca soube escrever "cartas de amor"...

Não sei a quem agradecer o cruzamento dos nossos caminhos, o enlace das nossas almas, a ternura dos nossos sentimentos... mas sei que é a ti que quero devotar a minha vida, sob pena de perder o trilho da existência.

Amo-te, meu amor... e na trivialidade deste vocábulo vai contido tudo o que desejaria mas não sei dizer-te, nesta que é a nossa noite para comemorar.



Bem hajam tod@s quant@s que comemoraram connosco esta data (Andreia, Pilantra, Gum, Omlounge, Boo, Rodrigues, M., Mar, ZPL, Tica & Teca e Panasca-Mor). Um abraço especial à Bixu, pelo queridíssimo post, bem como às aNa & Maria e Lemon Tea & Chocolover pelo cuidado, pelas palavras e por saberem fazer-se presentes.


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