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segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

VIH - Que risco para as mulheres? 


Nos países em que a infecção está muito disseminada, é igual o número de mulheres e de homens portadores do Vírus da Imunoficiência Humana (VIH). A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de metade dos adultos recém-infectados são mulheres.
As três principais razões para este incremento são as seguintes:

1. As mulheres são biologicamente mais vulneráveis. Como parceiro receptor, a mulher apresenta uma grande superfície mucosa exposta durante a penetração sexual. Acrescente-se também que o esperma contém uma muito maior concentração de VIH do que o líquido vaginal. Assim, as mulheres correm um risco maior de se contaminarem com o VIH e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

2. As mulheres são epidemiolgicamente vulneráveis. Muitas mulheres tendem a casar ou a ter parceiros sexuais mais velhos, que podem, por sua vez, ter tido mais parceiros sexuais (homens e mulheres), tendo, assim, mais possibilidades de se terem infectado.

3. As mulheres são socialmente vulneráveis ao VIH. Na maior parte das relações, é esperada uma atitude activa da parte do homem e passiva por parte da mulher. Quando estas "normas" tradicionais predominam, o resultado é uma subordinação sexual, o que dificulta a prevenção da SIDA. Neste ambiente, é difícil, senão mesmo impossível as mulheres protegerem-se da transmissão sexual, através da fidelidade mútua ou do uso do preservativo.

Tanto as mulheres como os homens podem ser contaminados, através de relações sexuais sem preservativo, por pessoas portadoras do vírus e através da partilha de seringas e de outro material de injecção entre os utilizadores de droga.

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 13 milhões de mulheres estavam infectadas no ano 2000.


O que fazer?

A. Antes da gravidez
Se prevê uma gravidez, é aconselhável fazer o teste. Fale nisso ao seu médico.
Se você é seronegativa, se o seu parceiro é seropositivo, e deseja engravidar: A relação sexual que pode fazer com que engravide também pode contaminá-la. Cabe ao casal decidir acerca do assunto.

B. Se é seropositiva
Pode usar vários métodos contraceptivos juntamente com o preservativo. O preservativo garante a protecção do parceiro e permite evitar a recontaminação pelo VIH. Na sua vida do dia-a-dia, não há preocupações especiais a tomar, exceptuando um acompanhamento médico regular.

C. Em caso de gravidez
Cabe-lhe a si decidir se deseja prosseguir ou interromper a gravidez. Se decidir levar a gravidez até ao fim, é indispensável que seja vista regularmente por um médico.

D. A seguir ao parto
O vírus pode transmitir-se através do leite materno, por isso, não é aconselhável amamentar. Uma mãe seropositiva pode cuidar plenamente do seu filho. Basta cumprir as regras normais de higiene. Mãe e filho devem ser vistos regularmente por um médico conhecedor da situação.


O que é a infecção pelo VIH?

A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a forma mais grave da infecção pelo o VIH - Vírus da imunodeficiência Humana (HIV, em inglês). Este vírus ataca células indispensáveis ao funcionamento do sistema imunitário, isto é, à defesa do organismo contra diferentes infecções. Quando uma pessoa está infectada pelo o VIH, o seu organismo começa por reagir produzindo anticorpos específicos que aparecem no soro (sangue) e que são o sinal de que houve contacto com o vírus. É a seropositividade. Estes anticorpos não conseguem eliminar o vírus.

Uma pessoa seropositiva é, portanto, uma pessoa que foi contaminada pelo o VIH, que é portadora do vírus e o pode transmitir em determinadas condições. SIDA: o sistema imunitário tornou-se incapaz, o que deixa o organismo à mercê de todo o tipo de infecções microbianas, que afectam, por exemplo, os pulmões, o cérebro, os intestinos, etc..

Qualquer pessoa contaminada com o VIH, quer dizer, seropositiva, virá a contrair SIDA? Não o sabemos. Existem hoje em dia diversos medicamentos que, em combina-ção, tentam replicação do vírus.

Quando fazer o teste? Não espere por uma gravidez para fazer o rastreio. Aconselhe-se com o seu médico sobre o teste, sobretudo quando o consultar para efeitos de contracepção ou antes de engravidar. Com uma análise de sangue, o laboratório irá procurar a presença de anticorpos contra o VIH.

Atenção:
Passam meses entre o momento da contaminação e o aparecimento no sangue dos anticorpos que fazem com que o teste seja positivo.
Nunca é obrigatório e só deve ser feito com o seu acordo.
Os resultados só podem ser comunicados ao interessado e ao médico que o prescreveu.


Como evitar ser contaminada e contaminar os outros?

O VIH transmite-se apenas de três formas:
1. Relações sexuais.
Qualquer relação sexual não protegida com um(a) parceiro(a) portador do vírus pode causar a contaminação, desde que haja penetração (vaginal ou anal). Com efeito, o VIH está presente nas secreções vaginais, no esperma e no sangue menstrual. Estas secreções são contaminantes quando entram em contacto com as mucosas delicadas e permeáveis da vagina ou do ânus, mas não o são quando entram contacto com pele saudável, sem feridas.
O risco de transmissão oro-genitais (boca-sexo) é menor. Apesar disso, considera-se que estes contactos podem causar contaminação.
Até à data, as pessoas foram contaminadas por causa de certos comportamentos de risco: relações sem preservativo e a partilha de material de injecção. Actualmente, a contaminação está cada vez mais distribuída pelo conjunto da população, devido a esses e à multiplicação de pessoas infectadas.

O preservativo, ou "camisa de vénus" , é hoje a única protecção segura contra a transmissão do vírus por via sexual e, além disso, é um bom contraceptivo associado às pomadas espermicidas. O preservativo também garante uma protecção eficaz contra outras doenças sexualmente transmissíveis – DST's (blenorragia, clamídea, herpes, sífilis, etc.) e todas as consequências que ela podem acarretar (esterilidade, etc.) Os preservativos compram-se nas farmácias, supermercados, etc. As pomadas e óvulos espermicidas, só por si, nada garantem contra a contaminação pelo VIH. Ao preservativo pode associar um espermicida para maior segurança.

Traga sempre preservativos! Não hesite em exigir aos seus parceiros que os usem!
Para um bom uso do preservativo:
- Cuidado para não rasgar o preservativo ao abrir a embalagem (atenção às unhas e dentes);
- Colocar o preservativo sobre o pénis em erecção, antes de iniciar a penetração;
- Não penetrar sem preservativo, mesmo que não haja ejaculação;
- Usar preservativos mesmo para o sexo oral no contacto boca-vagina ou ânus (colocar um preservativo cortado no sentido do comprimento);
- Se o preservativo não possuir reservatório, aperte a ponta para deixar um pequeno espaço para o esperma;
- Não usar vaselina ou outros cremes, mas sim lubrificantes hidrossolúveis (ex: KY Gelly) ou um espermicida à base de água;
- Ao ser retirado, é preciso segurar a base do preservativo e tirá-lo antes do fim da erecção para impedir que o esperma se derrame;
- Nunca voltar a utilizar um preservativo que já serviu
- Não guardar os preservativos ao sol ou em locais que estejam sujeitos ao calor, como, por exemplo, o porta-luvas do carro...

Atenção:
Estar apaixonada não a protege da SIDA: Não se esqueça de usar preservativos, mesmo num encontro inesquecível!

2.º Entre utilizadores de drogas injectáveis.
A partilha de material de injecção significa hoje a cause certeza duma contaminação, quando um dos utilizadores é portador do vírus; o vírus penetra directamente na circulação sanguínea. Para utilizadores de drogas injectáveis, é fundamental nunca partilhar de seringas. Mas, caso o faça, desinfecte a seringa e todo o material usado para a preparação do "caldo" com uma mistura de água e de lixívia (1 parte de lixívia para nove de água).

Durante a gravidez (Transmissão Mãe/Filho).
Uma mulher grávida seropositiva corre o risco de transmitir o VIH ao feto através da placenta, ou durante o parto, pela exposição da criança ao sangue e secreções da mãe.


E no dia-a-dia? O vírus não se transmite pelos gestos do dia-a-dia. Não se transmite pelo contacto com pessoas contaminadas (seropositivas ou com SIDA), no local de trabalho, transportes públicos, locais públicos (mesmo casas de banho, piscinas, restaurantes), nem em escolas ou infantários. O vírus também não se transmite por se viver com uma pessoa seropositiva, nem através de carícias e de beijos.


Gravidez e VIH
Uma mulher contaminada pelo VIH, seja ela seropositiva ou tenha SIDA, pode transmitir o vírus ao filho durante a gravidez ou durante o parto. O risco de contaminar o filho é de cerca de 20%. Talvez haja uma correlação entre a gravidade do estado da mãe e o risco de contaminar a criança. Para a criança contaminada, a doença pode, nalguns casos, ser particularmente grave e até mortal. Ainda não é possível saber de antemão se uma grávida seropositiva vai ou não transmitir o vírus ao filho. Também não se sabe em que momento da gravidez é o vírus se transmite à criança.

É frequente o bebé nascer de aparente saúde; os exames que habitualmente se fazem ao sangue nesta idade não permitem saber logo se houve contaminação.

O que acontece é que todos os filhos de mães seropositivas nascem com os anticorpos destas e podem conservá-los durante um período que oscila entre um ano e dezasseis meses. Só quando a criança chega a essa idade é que é possível dizer se ela está contaminada, a menos que antes tenha manifestado sintomas ou que certas análises especiais (cultura do vírus e/ou procura do antigénico) se revelem positivas.


Extraído do site da Abraço

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