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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Comentários (i)moderados 

No momento em que vos escrevo, este blog está online, diz-me o gadget contador ali da barra lateral, há, exactamente, 1705 dias. Ora, em 1705 dias (o que equivale, mais coisa, menos coisa, a quatro anos e dois meses) de actividade bloguística, nunca neste blog houve espaço para o insulto camuflado naquilo que poderíamos apelidar de «sofreguidão opinativa do comentarista desocupado».
Neste já considerável tempo de existência, nunca no Assumidamente houve espaço para alguns indivíduos que pululam blogosfera fora, saltitando de caixa de comentários em caixa de comentários, opinando sobre tudo e sobre todos com a autoridade que lhes dá... coisa nenhuma. E se nunca houve, não é porque essa estirpe não tenha tentado, aqui e ali, forçar a «entrada» neste estaminé. Tentou, tentou. Só que nunca conseguiu. E isto porque quem escreve neste blog sempre entendeu, entende e continuará a entender, que, usando da metáfora doravante, se as portas da casa estão abertas é sinal de que, à partida, todos estão convidados a entrar; e se a discussão está aberta, todos estão convidados a dela participar; e se se chega a alguma conclusão, todos são livres de dela discordar. Só que tudo isto implica regras, que são do mais simples que há. Para abreviar, digo apenas que a mais básica é esta: como diz o povo e com razão, «em minha casa fazes o favor de bater baixo a bolinha», que é como quem diz, «nada de bovinidades alarves por essa bocarra fora, que aqui não se admitem insultos nem faltas de nível, nem diarreias mentais opinativas com ofensa dos direitos dos outros, percebeste?». Quem, como eu, foi habituado a tomar chá desde criancinha, sabe que isto é elementar; sabe, portanto, que não se entra pela casa dos outros adentro vociferando impropérios e insultando as pessoas. Na casa dos outros, fala-se com respeitinho, que é muito lindo e eu gosto.
Ora, se da casa transpusermos para o blog (a tal da metáfora), é forçoso concluir que as caixas de comentários dos blogs dos outros não existem para se escrever por lá tudo o que vier à «tripa cagueira», como dizem cá no Norte, que em alguns casos está directamente ligada ao cérebro. Não, minhas amigas e meus amigos. As caixas de comentários dos blogs dos outros existem para que as utilizemos segundo regras, segundo a boa-educação, segundo a boa formação, segundo a dignidade, que é coisa que alguma gentinha medíocre não tem.
Se se dá o caso de um desses indivíduos querer entrar pela caixa de comentários do Assumidamente dentro, dardejando ofensas, mentiras, injúrias e afrontas pessoais seja a quem for, pode ter como certo que leva um valentíssimo pontapé no rabo, qual cavalgadura sendo fustigada pelo stick de um jockey numa competição de velocidade (neste caso, a metáfora é facultativa). Dita a coisa em bom português, é corrido, enxotado, posto em debandada, expulso daqui: xô, fora, out, raspa-te! Embora não o devendo fazer, caso o indivíduo pretenda insultar o outro, pois que o faça em sua casa, que é como quem diz no seu blog, onde pode escrever todo o esterco que entenda e depois chafurdar abundantemente nele, como tanto gosta.
Tal como aprecio a minha casa asseada, também gosto da caixa de comentários do blog livre da imundície que esse tipo de populaça arrasta (sim, porque ela é tanta que até já deixa rasto!) consigo. Eu poderia simplesmente mandar essa ralé ordinária para a grandessíssima meretriz que os deu à luz, mas como sou diplomata q.b., prezo a excelente educação que recebi e nunca deitei palha a certo tipo de asno, fico-me só pelo gesto inequívoco de demonstração a essa gentalha de que, por estas bandas, nunca teve, não tem e nunca terá espaço para vir fazer das suas, para vir infernizar a vida dos outros, para ocupar o excesso de tempo livre originado pela falta de bom sexo cuspindo fel e, muito menos, para vir expor as suas maleitas mentais e de personalidade e as suas imensas e tão clarividentes frustrações. Não, aqui não. Se a disposição for essa, a minha resposta e atitude será só uma: a porta da rua é serventia da casa; sais pelo teu próprio pé ou é preciso dar-te uma ajudinha?
Como às vezes o atraso mental parece ser muito significativo e as pessoas não percebem à primeira, é preciso pôr as devidas pintas nos ii e, portanto, dar uma ajudinha. É por isso, car@s leitor@s, que desde esta tarde os comentários aqui no Assumidamente passaram a ser moderados, a ver se a varejeira muda de poiso e vai blasfemar para outras bandas. Há-de cansar-se, assim espero. Até lá, continua a ser possível comentar e os comentários que cumpram as regras básicas da boa educação e decência (como quase todos cumpriram ao longo destes mais de quatro anos) serão sempre bem-vindos e eu serei sempre grata por eles (poderão é demorar um pouco mais a ficarem visíveis, pelo que apelo à vossa compreensão e paciência).
E, posto isto, mudemos de assunto que este, infelizmente, já fede.

Nota: O Cibertúlia, blog do Miguel Marujo (esse querido cujo nome não pode ser invocado sem que se faça a devida vénia por nos proporcionar horas e horas de deleite visual), foi, aqui há tempos, invadido pela mesma praga que ora tentou atacar o Assumidamente. Para tal veneno, utilizou o mesmo antídoto e aqui explica bem porquê. Como o Miguel, recorrerei à moderação de comentários, pois, até que o vómito da excremência cesse. E há-de cessar, há-de cessar...

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