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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

The world goes round - breves notas em tempo de férias 

Como se lê ali em cima, no título deste post, «the world goes round». Mas mais depressa do que o mundo lá fora, move-se o mundo dos blogs, que não se compadece por aí além com afastamentos prolongados (em internet, diga-se de passagem, uma semana é uma eternidade). Por isso, interrompo brevemente o meu período de férias e abeiro-me do computador, não para ler os mais de 1500 e-mails (não se deixem impressionar: mais de metade são de mailing lists profissionais e da comunicação social, não de miúdas giras), mas para registar aqui algumas notas que, se não forem escritas agora, perdem a actualidade.

Campo de milho com corvos - Eu sei que o de Van Gogh era de trigo, mas apeteceu-me fazer o trocadilho. Ora, neste caso, o trigo afinal era milho transgénico e os corvos foram uns indivíduos que se especula estarem ligados ao BE. O tótó foi o Ministro da Agricultura, que disse que ministério ia apoiar o dono da plantação na apresentação da queixa. A atenta foi a Ordem dos Advogados que denunciou a ilegalidade do oferecimento dos serviços da tutela a um particular. O silencioso foi o Primeiro-Ministro: férias são férias, que raio.

Literatura gay 1 - Foi publicado na revista Ípsilon (suplemento do PÚBLICO) um extenso artigo da autoria de Isabel Coutinho sobre o tema. Leia-se este post de Eduardo Pitta, que contém algumas considerações pessoais e um apanhado das obras referidas.

Eduardo Prado Coelho - No sábado fomos todos surpreendidos pelo seu desaparecimento algo precoce. Li o Prado Coelho cronista, que sempre despertou em mim sentimentos díspares. Ora gostava muito do que lia (é apenas uma outra forma de descrever admiração), ora me parecia tudo muito partidário, sectário, pedante e mesmo arrogante. Não obstante, é inegável que tínhamos entre nós um pensador de invulgares características, um homem empenhado, um cidadão na plena acepção do termo. Não esqueçamos que EPC foi premiado, em 2004, com o Prémio Arco-íris, da Associação ILGA Portugal , pelo seu contributo na luta contra a discriminação e homofobia (ainda se lembram desta crónica?). Uma perda irreparável. (O PÚBLICO dsponibiliza nesta página o acesso às crónicas de Eduardo Prado Coelho, mas suponho que apenas por tempo limitado).

Porto v. Sporting - Sim, segue-se um comentário sobre a bola. [Espanto!] Tendo em conta o modo como foi marcado o golo dos azuis e brancos, ninguém está em condições de dizer que venceu a melhor equipa. É que às vezes vencem os que merecem, outras vezes vencem os outros. Em termos de esforço e qualidade, o resultado justo seria um empate. Não há que desanimar, que «a procissão ainda vai no adro».

Maria Flor Pedroso - Já tinha saudades. Eu cá não me importo de gramar com o Marcelo só para a ver e ouvir. :)
A Maria Flor fez anos ontem. A sorte dela (e a nossa) é que a idade só lhe faz bem.
E o branco fica-lhe a matar.

Literatura gay 2 - É preciso ler a inteligente resposta de Eduardo Pitta a Henrique Raposo. Continua a ser impressionante (pela negativa, claro) que ainda haja quem seja capaz de pensar e escrever coisas absolutamente infundadas, como esta: «Aliás, a mediocridade precisa destes rótulos para sobreviver. “Cinema gay”, “cinema alternativo”, “literatura gay”, tudo chavões que legitimam obras medíocres». Continua a ser impressionante, dizia, porém, não surpreendente. Há quem leve muito tempo até chegar àquele estádio em que não precisa de atacar o facto para poder conviver pacificamente com ele.
Às considerações de Henrique Raposo, Pitta responde muito sucintamente (e muito bem): «falar de “literatura gay” é uma forma de sinalizar, tal como falamos de romance histórico, fantástico, policial, de espionagem ou de ficção-científica. Não é por serem epítomes desses géneros, que Alexandre Dumas (pai), Edgar Allan Poe, P. D. James, John le Carré ou Ray Bradbury, deixam de ser os grandes autores que são. O adjectivo acrescenta, não subtrai». A ler na íntegra.

Alberto de Lacerda - O poeta faleceu hoje, aos 78 anos. Confesso que vivi anos sem conhecer este escritor. Da sua obra, li muito pouco, mas do que li, transcrevi para um Moleskine que vou engordando com coisas que gosto de guardar para reler: «As recordações são do tamanho / Do coração transbordante». Apropriado.

The L Word - Informo @as mais distraíd@s que a segunda temporada está a passar na RTP2 (o episódio de hoje é o quinto). EU não estou a acompanhar. Como já toda a gente sabe, «I got stuck» no episódio onze da primeira temporada.

Mariza - Amanhã dará um concerto no Porto, na Praça da Cordoaria, pelas 22h00. Somos capazes de nos cruzarmos por lá.

Rufus Wainwright - A banda sonora da lagartice à beira-mar. Release The Stars (2007) é o melhor álbum de sempre da sua carreira. Em repeat mode.

E ainda havia mais duas ou três coisas sobre as quais eu queria escrever, só que não me lembro, o que é sinal de que ainda não estou restabelecida e, portanto, preciso de, no mínimo, mais 3 anos de férias. Ora então, se me dão licença, eu volto em 2010 (sem Sócrates, I hope).

Ora então, continuação de boas férias. ;)

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