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quarta-feira, 14 de março de 2007

«Não estou a ver quem seja». 

Sempre achei absolutamente ridículo que algumas pessoas que estão fartas de saber quem eu sou, que provavelmente até têm o meu número de telemóvel gravado na memória do delas, atendam a telefone e digam «Não estou a ver quem seja». O mais ridículo de tudo, ainda assim, é o som prolongado do «Aaaaah...» que fazem depois de eu dizer o meu nome. Digo apenas o meu primeiro nome, um nome português comum, que é o nome de uma infinidade de mulheres à face da Terra, e elas reconhecem-me logo, soltando imediatamente um «Aaaaah...» prolongado que denuncia o nervosismo evidente perante a tentativa de dar a volta à situação deprimente que elas próprias criaram. A minha voz é, dizem-me alguns, incomum e, portanto, facilmente memorizável. As mais das vezes, basta-me falar com as pessoas uma ou duas vezes para que me reconheçam auditivamente à primeira palavra. Não posso deixar de sorrir, lamentando, claro, quando alguém que já falou comigo centenas de vezes ao telefone e pessoalmente, me diz, depois de eu ter dito já duas ou três frases, «Desculpe, mas não estou a ver quem seja». Pois eu estou a ver muito bem com quem estou a falar: uma pessoa que não merece o tempo e o dinheiro que eu estou a desperdiçar com ela naquele telefonema.

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