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terça-feira, 12 de setembro de 2006

Modern Times 

O título traz-nos imediatamente à memória o popular filme de 1936 e Charlie Chaplin, a peculiar figura caracterizada pelo bigode estreito, chapéu de côco e bengala a rodopiar entre passinhos apressados. Mas, doravante, nem só Chaplin é o detentor da associação com a expressão. Aos 65 anos, Bob Dylan editou o seu 31.º álbum de estúdio (o lançamento oficial foi a 28 de Agosto), o 32.º da carreira, cinco anos depois de Love and Theft (lançado a 11 de Setembro de 2001, ou seja, precisamente no dia dos atentados terroristas ao World Trade Center, o que não deixa de ser uma ironia interessante...).
Será a escolha do título do álbum inocente? Atrevo-me a especular que não. A expressão Modern Times, em Bob Dylan, pretende provar que é ele quem define e controla a sua própria modernidade, bem como o tempo em que considera mais propício divulgar a sua actividade artística que, ficam sabendo todos os que o consideravam um ícone do passado, continua produtiva. A respeitável idade não o impediu de compôr e interpretar um disco que, pessoalmente, considero muito bom.
Em poucas palavras, e porque a apreciação destas coisas não passa pela percepção dos outros, mas pela nossa e só pela nossa, diria que se trata de um trabalho em que Dylan, num tom muito seu e muito confessional, se reinventa ao longo de 10 faixas, revisitando as memórias de um passado musicalmente tranversal, desde o folk ao jazz, passando, aqui e ali, pelo rockabilly. O que pode esperar-se em Modern Times é o mesmo Dylan de sempre, mas um Dylan que não pára de surpreender (e isto não é necessariamente um paradoxo) e de demonstrar um envelhecimento em grande, em movimento, em evolução.

Para tocar na grafonola escolhi Spirit On The Water, uma canção de amor... :) A letra, que mais não é do que um conjunto de 20 singelas quadras de Mr. Dylan, é genial. :) Ficam aqui alguns excertos escolhidos.

Spirit on the water
Darkness on the face of the deep
I keep thinking about you baby
I can't hardly sleep
(...)
When you're near
It's just as plain as it can be
I'm wild about you, gal
You ought to be a fool about me
(...)
Life without you
Doesn't mean a thing to me
If I can't have you
I'll throw my love into the deep blue sea
(...)
High on the hill
You can carry all my thoughts with you
You've numbed my will
This love could tear me in two
(...)
You think I'm over the hill
You think I'm past my prime
Let me see what you got
We can have a whoppin' good time

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