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segunda-feira, 21 de agosto de 2006

O meu é maior do que o teu... 

Rolls Royce de 2 cilindros [1904]
... ou «As minhas traumatizantes experiências com gente civilizada ao volante»

Hoje acordei bem-disposta. Fiz tudo o que tinha de fazer em casa nas calmas e fiz-me à estrada para alguns compromissos matinais.

9h34 - Ao virar a esquina nem acredito no que vejo: um cavalheiro aproxima-se do carro com o chapéu de chuva (!) na mão e o jornal debaixo do braço. Remexe nos bolsos e tira a chave do carro. «Oh yeah!», penso, já que me encontro numa das ruas mais concorridas da cidade onde é dificílimo encontrar estacionamento e este lugar parece-me caído do céu!

9h35 - O cavalheiro sentou-se ao volante da viatura. Ajeita-se aogra repetidas vezes no assento, tentando encontrar a posição mais confortável.

9h36 - O cavalheiro começa agora a enrolar aqueles protectores metalizados que colocamos no pára-brisas para evitar que o carro apanhe sol. Nem acredito na lentidão com que faz aquilo, mas penso que é por uma boa causa. Afinal de contas, quando ele sair, estacionarei o carro quase em frente do local para onde desejo ir.

9h38 - O cavalheiro ainda anda às voltas com o protecto do sol...

9h39 - Mudo a estação de rádio porque os locutores da TSF começam a irritar-me solenemente...

9h41 - Finalmente o malfadado protector está bem enroladinho e no banco de trás: parece um mimo! «É agora que ele vai arrancar.», anseio eu.

9h42 - Mas não. O cavalheiro está agora à procura de qualquer coisa no porta-luvas do carro.

9h43 - Ah! Afinal o que ele procurava era um cap! Já o tem na cabeça e agora é que é: prontinho para a descolagem!

9h44 - Afinal, antes ainda tem de ajeitar-se novamente no assento.

9h45 - «Ainda não?». Não, ainda não. O cavalheiro abre a porta do carro e sai. Olha para o assento. Baixa-se e dá a impressão de estar à procura de alguma coisa.

9h46 - O cavalheiro estica o braço direito e tira debaixo do assento do condutor... o auto-rádio! «Claro, o auto-rádio!»

9h47 - O cavalheiro acaba de colocar o auto-rádio no painel e abre de novo o porta-luvas. «Outro cap?»

9h48 - Afinal, não. Faltavam os óculos de sol...

9h49 - Ouço uma chave na ignição. «Será?», pergunto, incrédula. «É mesmo!». Os pneus dianteiros começam a rodar para a esquerda.

9h51 - O cavalheiro tem um modo estranho de tirar o carro do lugar. Apesar de ter quase 50 centímetros para manobras quer atrás, quer à frente, percorre em cada manobra apenas metade da distância, não vá o diabo tecê-las. «Mais vale prevenir do que remediar.», I guess.

9h53 - Depois de cumpridos todos os rituais pré-arranque, o cavalheiro lá tira o carro do lugar que deixa livre para moi-même e avança, estrada fora, feliz da vida... sem cinto de segurança.

9h54 - «Ok, se há coisa que não faz parte do ritual pré-arranque é pôr o cinto de segurança. Aliás, é muito mais importante proteger a cabecinha e os olhinhos do sol do que pôr o cinto de segurança. Vou propor a alteração legislativa do código da Estrada. Não há direito!», murmuro entredentes, enquanto atravesso a estrada e me dirijo ao meu compromisso, que por hoje já tenho que chegue para dizer mal da minha vidinha...

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