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sábado, 18 de março de 2006

Post de sábado à tarde... 

Naquele tempo, quando o telefone tocava, no canto nobre da sala, corríamos todos escadas abaixo, a ver quem tinha o prazer de anunciar a voz do outro lado da linha...
Naquele tempo, quando o vento mais forte abanava as antenas nos telhados, o televisor devolvia-nos, com a areia, histórias antigas de família, novidades e gargalhadas só nossas... união...
Naquele tempo, escrevíamos cartas à mão, passadas do rascunho em letra tão certa quanto a certeza de que iriam ser lidas com toda a atenção pelo destinatário...
Naquele tempo, as amizades alimentavam-se nas cadeiras de café onde nos havíamos conhecido, nos encontros dos passeios a pé, nos olhos que assistiam atentamente ao nascimento de cada ruga...
Naquele tempo, nos intervalos da vida que era tudo isso, corria para o fundo de uma sala, esperava cinco minutos que o computador ligasse e jogava distraidamente o mais clássico de todos os jogos virtuais!







... Hoje, nos intervalos de uma vida só virtual, telemóveis todos no silêncio - que já nem o toque lhes consigo ouvir, de tão irritantes que são -, anúncios publicitários na TV, pego na esferográfica e ensaio escrever com o meu próprio punho a surpresa da distância dos olhares que me moldaram... mas falha-me a letra tão incerta... e volto à segurança de um teclado onde as letras são, todos os dias, apaticamente, sempre iguais!...

Bom Sábado!... E bom jogo!

Comentários:
Este teu texto fez-me viajar no tempo e recordar quando, era eu uma miúdita, nas noites de verão, sentávamos nos degraus de uma escada, no quintal, a engraxar os sapatos de escola para o dia seguinte e ouvíamos as estórias da minha mãe. Nelas, era eu uma muidita ainda, encontrava as explicações para tudo o que nos rodeava. Nessa altura aprendi, entre outras coisas, por que razão ficava escuro quando anoitecia e por que, mesmo na escuridão, havia estrelas a brilhar...
Bem haja pelas recordações.
 
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