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terça-feira, 21 de março de 2006

Dia Mundial da Poesia 


Passavam pelo ar aves repentinas
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde,a terra escura.
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Era os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exaltação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.


Sophia de Mello Breyner (1919-2004)
in Poesia I (1944)


Na grafonola das Mentes ouve-se o poema "Paisagem", de Sophia de Mello Breyner (1919-2004), declamado pela actriz Natália Luíza. Com ele comemoramos o Dia Mundial da Poesia, a chegada da Primavera e o Dia Mundial da Árvore. Cá em casa, também é dia de evocar a passagem de mais um "21"... ;)
Lembro ainda que a Bertrand vende hoje alguns livros de poesia seleccionados com um desconto de 10% em algumas das suas livrarias. Vale bem a pena passar ainda pela Poetria e ajudar este espaço portuense dedicado inteiramente à poesia e ao teatro adquirindo um livro [contactos: Livraria Poetria - Rua das Oliveiras, 70 - r/c, ljs 5/13 - 4050-448 Porto (frente ao Teatro Carlos Alberto); Telefone: 222 000 436; e-mail: poetria@sapo.pt].

Comentários:
Se percebi bem... Parabéns atrasados! cho eu!lol
 
""Não se pode viver sem pensar e não se pode pensar sem palavras. Mas as palavras,
quando despojadas da vida são a hemorragia, o esvaziamento da alma".
Ah palavras k nos beijam cm se tivessem boca!
Apenas quis deixar um pequeno comentario neste blog que axei por akaso e ao akaso comento!
Esta fantastico,os meus parabens "Assumidamente" belo!
 
O poeta é como um louco,
Que imagina o belo na sombra.
Os seus olhos vêem muito pouco,
Mas a sua imaginação deslumbra.
No meio da penumbra chora,
Onde a luz ofusca o pensamento.
E é nesse obscuro momento,
Que ele cria a sua obra.
Ler os seus estranhos poemas,
É viajar na sua perdida alma.
Mas ele apenas procura a calma,
Escondendo sempre o seu lema.
O poeta é como um louco,
Que sonha no meio do escuro.
Não acordar amanhã e sentir o muro,
É morrer de medo, de se ter tão pouco.

(O que eu penso...Me, Myself & I )
 
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