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terça-feira, 19 de julho de 2005

To be or not to be sexual! 

É claro que nasci heterossexual! Todos nascemos! Podem confirmá-lo os pais, avós, tios, primos e demais conhecidos e curiosos que vieram em romaria ver a menina acabadinha de nascer. Tão girinha e engraçadinha: a pele morena, os olhos escuros, o cabelo que nunca mais acabava, os pés e as mãos perfeitas, tudo perfeito e, obviamente heterossexual. Acaso já viram alguns pais acabadinhos de o ser olharem um para o outro enternecidos e dizerem: "já a estou a imaginar a passear de mãos dadas com as suas namoradas"?! Pois está claro que dizem todos: "já a estou a ver a apresentar-nos os seus namorados"... e a combinarem, como vai ser e como vão reagir "e pode ser muito pobrezinho mas o que interessa é que seja bom rapaz... e ai Jesus que com a conversa quase nos esquecíamos de mudar a fralda à criança!"


Depois de nascer lá continuei heterossexual, infantário e escola primária fora, sempre cheia de namorados daqueles que as miúdas arranjam umas às outras: "hoje namoras com o meu que eu amanhã namoro com teu", e eles coitados, sem saberem que namoravam connosco, que o tempo de intervalo era pouco para toda a bola que havia para jogar!

E a coisa não mudou de figura quando percebi que afinal podíamos ser nós a escolher os nossos próprios namorados, que os namorados não tinham que ser decididos em "concelho de anciãs", e mais, que podíamos falar com os namorados que escolhíamos e abraçá-los e beijá-los encostados à parede de trás do pavilhão!
Nessa altura escolhi o menino mais giro da turma para meu namorado. Combinámos falar no intervalo grande entre a aula de matemática e a aula de português e, do alto dos meus 13 anos, comuniquei-lhe, muito calma e friamente, que já éramos grandes, não precisávamos de andar com cartinhas, que podíamos perfeitamente conversar sobre o assunto e que, a partir daquele momento, namorávamos oficialmente! Os olhos azuis do miúdo louro à minha frente sorriram e disseram: "está bem", mesmo antes da professora de Português nos mandar entrar para a sala.
Entrei atrás do H. Ele foi sentar-se lá atrás, na carteira ao lado do seu melhor amigo. E eu à frente, primeira fila, que gostava de estar com atenção ao que a Professora dizia... Gostava habitualmente, que naquele dia ouvi muito pouco! Fiquei ali parada a olhar para a Professora e a pensar que me tinha esquecido de abraçar o H. Caramba, tínhamos acabado de começar a namorar, era suposto termo-nos abraçado! Foi pena a Professora ter chegado. E daí não, que quando a Professora se atrasava a aula não sabia a nada. E eu gostava tanto das aulas de português, daquelas aulas super interessantes sobre... bem, sinceramente já não me lembro sobre o que eram, mas sei que eram muito interessantes! Eu, pelo menos, gostava de ouvir aquela professora alta, jovem e comunicativa falar. Era daquelas professoras que podia perfeitamente ser italiana, de tanto que falava com as mãos. Como me distraía a olhar para as mãos dela enquanto falava! Fascinavam-me os dedos compridos que pareciam ajudar a alongar a sua voz melodiosa por mais uns breves segundos. Gostava particularmente quando se aproximava de mim e, ao movimento das mãos, se associava a brisa suave do seu perfume fresco, num quadro que (sem que eu percebesse porquê) me fazia corar da planta dos pés até à ponta dos cabelos.
Naquele dia em que comecei a namorar, no fim da aula, a professora veio ter comigo e, piscando-me o olho, disse-me: "hoje não estavas cá"! E eu que sim, que tinha ouvido tudo. E ela, "então de que é que falámos?" E eu a tentar lembrar-me e só me lembrava das mãos grandes a gesticular à minha frente e o som agradável da voz, mas sem conseguir lembrar-me das palavras... e o perfume tão próximo. Lá olhei para o quadro, li o sumário, ela sorriu e disse-me que queria uma composição bem feita, que eu não a desiludisse. E eu, tumulto de palavras na cabeça, a tentar escolher a melhor, a que agradasse mais, a que fosse simultaneamente mais inteligente, mais original e mais divertida disse entre o mais tímido dos sorrisos: "Sim, Sr.ª Professora. Até amanhã."... e lá fui porta fora, com o sorriso dela pendurado na memória, directa para casa, sem falar com mais ninguém, H. completamente esquecido, que o trabalho está primeiro que tudo!
Nos dias seguintes lá continuei heterossexual, a "namorar" com o H. Ele era muito giro e muito simpático. Gostava de o ter como o meu parceiro na sueca, porque ganhávamos sempre. Fizemos grandes torneios com a S. e o F., até que a S. e o F. começaram a preferir a parede de trás do pavilhão ao baralho de cartas e nós lá ficávamos a conversar com os outros colegas, o H. a mostrar os seus desenhos ao melhor amigo e eu a falar, com quem me quisesse aturar sobre a última aula de Português. A parede de trás do pavilhão é que não, que nem eu nem o H. tínhamos grande queda para os abraços ou os beijos.
No último dia de aulas, quando a professora de português nos comunicou que no ano seguinte não nos iria dar aulas fiquei tão triste que nem me despedi de ninguém. Corri escola fora directa a casa, lágrimas a saltar-me dos olhos e soluços a rebentar-me o peito. Graças a Deus a casa estava vazia e pude lançar-me sozinha na maior crise de choro que alguma vez tivera. A ideia de que provavelmente nunca mais poderia contemplar aquela dança das mãos embaladas numa voz suave e num perfume indescritível faziam com que sentisse que o meu mundo se desmoronava ali. Não se riam! Lembrem-se como a vida assume uma proporção dramática quando temos treze anos!
Passado uns bons pares de dias, ainda com os olhos vermelhos da memória do perfume que não mais iria sentir, lá me lembrei que nem sequer me despedi do H. Pensei nisso talvez durante uns bons dois minutos, o tempo suficiente para perceber que não tinha sido bem não me despedir dele. Afinal era suposto os namorados despedirem-se antes das férias! Mas paciência, nós tínhamos uma relação muito adulta e afinal eram só três meses de férias, passavam num instante!
Os três meses lá passaram. No primeiro dia de aulas tratei logo de descobrir quais eram as novas turmas que poderiam ouvir os mais belos poemas ditos pela mais encantadora das vozes. Decorei os horários e as salas, só para conseguir cruzar-me no corredor, por breves instantes, com aquele sorriso... Só ao fim de duas ou três semanas reparei que o H. já não estava na nossa turma. Tinha mudado de escola disse-me o J., o seu melhor amigo, de olhar profundamente triste. Terminava ali, naquele momento, a minha primeira relação amorosa. Fiquei triste e pensei que nada me corria bem: primeiro ficava sem a minha professora fantástica, depois perdia o meu namorado... E seguiram-se meses de lágrimas a tentar apagar da memória aquele perfume fresco!

O tempo passou. Lá cresci. Percebi finalmente que namorar era uma coisa séria. Não podíamos simplesmente olhar para o rapaz mais giro das redondezas e nomeá-lo nosso namorado. Era preciso as coisas acontecerem...

E passado uns dois ou três anos lá aconteceu. Conheci o J.. O J. é provavelmente o ser humano mais perfeito à face da Terra. Além de giro tem um coração do tamanho do Mundo, com iguais doses de inteligência e sentido de humor. O Homem perfeito ponto final. Ao fim de meio dia de conversa percebi que era por ele que me tinha que apaixonar. Ele personificava tudo aquilo que sempre procurara numa pessoa!
Passámos a sair juntos mais vezes, com o nosso grupo de amigos comuns. E que dias fantásticos foram aqueles! Os dias eram feitos de música, alegria, boa disposição e muita discussão séria à mistura. Era enternecedor estar com ele. Mesmo quando os olhos dele não deixavam de brilhar na direcção da D.
A D...! Bem se percebia que assim fosse! A D., minha amiga de largas horas, era uma mulher tão fascinante quanto enigmática. Os olhos e sorriso enormes escondiam uma personalidade que nunca conseguíamos ver na totalidade, mas que viciava e estonteava. E como era bom estar ali, numa qualquer mesa de café, de um qualquer sítio do país, sentada ao lado do J. com jogos de palavras subtis com a D., numa disputa constante para descobrir quem conseguia entrever mais da D. para além de tudo o que ela dizia.
Nesses dias de Verão, eu heterozíssima da silva, percebi que estava definitiva e finalmente apaixonada. Adorava estar com o J., ansiava pelos dias em que partilhava com ele aquela descoberta pela nossa amiga comum. Falávamos durante horas a fio sobre as interpretações possíveis que as palavras dela poderiam ter. Chegámos a adormecer lado a lado, depois de horas a fio de conversa sobre a D.
Às vezes, lançava-me sozinha à descoberta. A tentar perceber que sangue corria naquelas veias. Mas aí era a D. que falava mais. Falhavam-me as palavras, sentia-me outra vez com treze anos à procura das palavras mais inteligentes, mais simpáticas e mais divertidas e a só encontrar o "Sim, Sr.ª Prof.ª!". Secava-se-me a garganta e o mesmo calor que o perfume da professora me provocava voltava a invadir-me.
Foi um dia, numa dessas conversas de café, os três sentados lado a lado, o J. de mão no meu braço, que me vi levantar do meu lugar, sentar-me ao lado da D., pôr-lhe o braço à volta do pescoço e acariciar-lhe a face com o nariz, para sentir ao mesmo tempo a suavidade e o aroma daquela pele. Quando voltei à realidade, J. de mão no meu braço insensível, D. de olhar enigmático, eu na mesma cadeira de onde nunca me tinha levantado, construí logo ali uma teoria sobre mim própria, obviamente nunca revelada a ninguém, foi a minha fase "não gosto de homens nem de mulheres, gosto de pessoas"... E naquela altura, percebi-o ali, gostava da D. É claro que isso não fazia de mim lésbica, esclareci-me logo a mim própria. Não! Sexualmente eu gostava de homens, não havia dúvidas, bastava ver como me sentia muito mais à vontade com o J. do que com a D.: enquanto conseguia conversar horas seguidas com o J. sem corar uma única vez, bastava um simples olhar da D. para me arrepiar completamente. Isso só poderia querer dizer que, sexualmente, eu me sentia melhor com homens do que com mulheres... o que sentia pela D. era só uma mera atracção intelectual, daquelas atracções intelectuais e platónicas que nos causam palpitações e achaques vários (pronto, agora sim, podem rir-se que já não tinha treze anos nem desculpas para não perceber que era tudo ao contrário!).

Foi nesta fase heterossexualíssima, mas já assumidamente bi-intelectual que conheci a "Mente" (e agora dispenso aqui o comboio de palavras a descrever a minha "Mente" que basta lê-la uma ou duas vezes para perceber como é fácil ficarmos caídinhas por ela, não é verdade?)... e só quando as palpitações, os achaques e os calores se transformaram em algo que já nem o meu mais discreto olhar (e acreditem que o meu olhar consegue ser mesmo muito discreto!) conseguia disfarçar, um dia, ao cruzar-me no espelho com as lágrimas rebeldes de saudades de dois dias, percebi que estava irremediavelmente apaixonada por aquela Mulher. E já não era só apaixonada de: "ai querida junta o teu neurónio ao meu, que és tão intelectualmente fascinante!", percebi finalmente que o calor provocado por umas mãos compridas, um perfume fresco, um olhar enigmático ou uma voz quente tinha muito pouco de intelectual! Dias depois, naquele que foi o primeiro dia do resto das nossas vidas, expliquei à "Mente", tim tim por tim tim que não, não era lésbica, que me sentia sexualmente atraída por pessoas, independentemente de serem homens ou mulheres, era a minha faceta bissexual finalmente a assumir-se!

Ainda fui bissexual bastante tempo. Pelo menos uns bons cinco dias! O tempo necessário para perceber que, nos meus parcos anos de vida, não tinha ainda um único exemplo de atracção sexual pelo sexo oposto para contar aos meus netos... e finalmente decidi assumir a "penumbra" que conduziria a este blog!...

É claro que nasci heterossexual!... Ou talvez os meus pais não tenham visto bem as coisas!... Ou talvez tê-lo-ia sido se nunca me tivesse cruzado com estas mulheres maravilhosas... Ou se não me cruzasse na rua todos os dias com mulheres de sorriso fascinante que me prendem a atenção e me fazem subir, por breves segundos que seja, a pulsação, sem que sinta por elas qualquer tipo de "atracção emocional"... Ou se, em vez do H. ou do J. tivesse conhecido um homem, um único só, que me tivesse feito sentir um quarto daquilo que senti por qualquer uma destas mulheres...
Se... se... se... há talvez quem consiga ver em tudo isto uma combinação conjuntural, cultural e sociológica que determinou toda a minha orientação/identidade. Pois eu posso garantir, do alto de toda esta minha caminhada de um lado ao outro da "barricada" que, muito antes de o meu cérebro conhecer toda a extensão destas palavras complicadas, semi-calão, semi-pecado, já eu olhava para mulheres como nunca olhei para nenhum homem...

E se... se... se... se um dia um homem verdadeiramente bonito despertar em mim algo mais do que a sensação de êxtase que sinto sempre que admiro uma obra de arte, o Mundo não se me desmoronará nos pés por se me matarem os conceitos! Então aí, se bem me conheço, lá me lançarei de novo no discurso do "eu gosto é de pessoas", e há atracções emocionais que podem crescer tanto tanto tanto que rebentam das costuras e invadem o campo das atracções sexuais e aí ai que está o caldo entornado, e lá me vou eu de novo a passear até ao meio do caminho...

É claro que todas estas deambulações seriam totalmente evitáveis se tivesse nascido simplesmente sexual!... Que complicadas estas amarras que nos prendem os sentimentos e nos colocam barreiras, do estilo: "ai Jesus isto já não posso sentir que isto já não sou eu!"
Se querem saber sinceramente, e depois de muito matutar sobre isto, o que vos tenho a dizer é que sim, até este momento da minha vida fui sempre cem por cento lésbica e não, ninguém me ensinou a ser lésbica, nem me obrigou, nem me induziu, nem coisíssima nenhuma, nasci a olhar para mulheres e por isso estou totalmente convicta que a homossexualidade é totalmente inata e que não tem nada a ver com questões culturais ou sociológicas. Mas não, não afirmo veementemente que será assim a vida toda. Não me chamo Madame Min, nem tenho uma bola de cristal, por isso, consciente de que o futuro pode trazer sempre surpresas com as quais nunca contamos, não ponho de parte a hipótese de um dia sentir por um homem mais do que uma mera atracção emocional ou o simples êxtase que uma peça de arte me provoca. Nesse momento, cairá por terra a minha teoria de que existem pessoas cem por cento homossexuais e pessoas cem por cento heterossexuais?
Talvez com receio da resposta, prefiro concluir com o desabafo de que tudo seria muito mais simples se todos nascêssemos simplesmente sexuais!


Adenda (em 28.08.2005)

Transcrevo adiante os comentários que este post suscitou, uma vez que a questão lançada foi alvo de uma interessante reflexão e troca de ideias entre @s noss@s leitor@s e mesmo entre "as Mentes". Porque não faria sentido que se perdessem mercê das limitações do serviço gratuito da Haloscan, aqui se seguem, cronologicamente ordenados, do mais antigo para o mais recente. (Nota: foram excluídos os comentários manifestamente off post.)


Gostei muito do teu texto. Apaixonava-me quando adolescente por meninos mas sempre tive ao mesmo tempo paixões platônicas por meninas/mulheres,o que me confundia bastante na época. Mas desde que me permiti (ou melhor dizendo "admiti") que o que sentia por essas mulheres era muito mais visceral e emocionalmente gratificante do que sentia pelos rapazes, meu interesse por eles simplesmente se esvaiu. Não foi por querer. Simplesmente aconteceu a minha revelia. Talvez todos tenhamos flexibilidade sexual para sentirmos atração por homens e mulheres mas ainda acho que o coração é mais inflexivel na hora no amor mais pleno. O meu pelo menos tem sido.Um beijo para ti.
Lee 19.07.05 - 4:12 am


Wishful thinking, minha querida A-Mente... Anyway, a menina devia estar a escrever livros, não artigos com citações entre aspas e pontos e vírgulas e anotações a remeter para volumes e volumes de legislação compilada por disposições assexuais e imposições legais. De qualquer forma, as barreiras foram feitas para se erguer e para se derrubar, como se desta vida não se esperasse mais do que esse infindo movimento de vai e vem de trabalho, como se não nos fosse dada outra função senão a de lutar, lutar, lutar, a nós pobres criaturas que pouco mais fazemos do que isso e sonhar, sonhar, sonhar. Veja lá como a sua paixão pela professora de português deu frutos tão prazeirosos...
Mancha 19.07.05 - 10:06 am


Se a menina julga que eu vou deixar a Nódoa ou Mancha ou lá o que ela é, ser a única a pôr aqui comentários embevecidos pela sua prosa, está enganada. O que eu tenho a dizer-lhe é que a menina, tal como a sua outra Mente, é uma escritora de excepção e quando lançarem um livro eu vou ser com certeza a primeira pessoa da fila dos autógrafos, porque faço disso questão absoluta. Esta peça é muito bem conseguida, madura, emotiva, assertiva e muito oportuna. E vós, Mentes, sois sem dúvida as minhas bloguistas preferidas, não pela ideologia, que para mim só serve para atezanar algumas alminhas, mas pela qualidade da vossa escrita e pela fluidez com que ela surge e nos arrebata.
Tangas 19.07.05 - 10:13 am


Querida amiga, tenho o chá de tília, com mel de rosmaninho, biscoitinhos de manteiga e pão quentinho, queijo fresco e gomos de tangerina à sua espera. Vamos sentar-nos à mesa e falar um dia inteiro, porque eu acho que me anda a esconder coisas. Eu adoro histórias maravilhosas como estas e gostava muito que a menina mas contasse, sentadinha à minha frente, a depenicar os meus docinhos e a provar os meus chás. Anda para aí a correr e mal alimentada, quando podia estar a embalar-me o ouvido e deliciar-se com uns suspirinhos de morango e limão...
Caloria Fatal 19.07.05 - 10:19 am


Assumida Mente,
As good as it gets! Texto que cumpre todos os quesitos (ou requisitos) no que chamo uma excelente argumentação!
Texto belíssimo!
E eu que adoro onomatopeias: Clap, clap, clap, clap, clap! Com um mui meritório "Encore!".
Mto bom, mesmo!
Respeitos!
SGC 19.07.05 - 11:57 am


Já pouco me resta acrescentar...
Somente, e para quando o livro?
Mil beijos cheios de carinho!!!
aNa 19.07.05 - 12:01 pm


Assumida...
Lembras-te da magia das palavras?... Ela também mora nesta casa... e junta-lhe agora o dom da harmonia e da delicadeza... porque foi tudo isto que fizeste. Conseguiste fazer magia, harmonizar todas as perspectivas que foram abordadas sem excluir aqueles pontos de vista que, por alguma razão, se afastam mais. A resposta à vossa questão inicial... hummm, deixo apenas a interrogação que ficou ontem no Six Feet Under... e se for tudo bem mais simples do que pensamos?
Um abraço para as duas.
M. 19.07.05 - 12:08 pm


Assumida,
bela "redacção"! *piscar de olho* Giro, giro era a "sra professora!" vir aqui lê-la e dar-lhe nota máxima.

Fico (também) à espera do livro. E dos autógrafos, claro!

Bejos apanascadíssimos.
Panasca-Mor 19.07.05 - 1:07 pm


Pois que não sei o que dizer ... a não ser que foi um prazer lê-la! E que bela "história"! E que bem escrita! E sim, vai-me dar muito prazer esperar, pacientemente, a aguardar um autógrafo ...

Fico a aguardar ...

Um abraço!
Chocolover 19.07.05 - 3:47 pm


Inevitavelmente, nos meu passeios (algo escondidos, por vezes...), vim cá dar...
Ainda que não me tivessem chamado a atenção (obrigada, Miss Choco!), sei que, por olfacto e instinto, viria aqui dar...

Faz tempo que não me deixava prender...
Faz tempo que não me concedia uns momentos para perdidamente me perder no meio de linhas, plenas de côres, cheiros e sensações (tantas que ainda as absorvo!)...

E mais do que um (ou tantos) livro(s), mais do que um autógrafo, espero e quero o prazer vivo da tua companhia!

Até logo!
LemonTea 19.07.05 - 6:18 pm


"Espero e quero o prazer vivo da tua companhia!" ... Miss Lemon, Miss Lemon! Vamos ter muito que conversar, ai se vamos!!!
Chocolover 19.07.05 - 6:32 pm


Assim não vale e passo a explicar!

Coloco o primeiro comentário ... e fica!

Venho cá, para ver se já existiam respostas reaccionárias de Miss Mente e o comentário tinha desaparecido!

Volto a comentar e eis que aparece o primeiro!

Isto deve ser alguma forma de terrorismo! E é pra me deixar louca! Não é preciso, eu, como é público, já sou!!!
Chocolover 19.07.05 - 6:38 pm


Sinto-me um bixinho perante tão belo texto (e com o qual me identifico...)
Beijos.
Bixu 19.0705 - 6:54 pm


É um prazer conversar consigo, Chocozinha of-my-heart!
LemonTea 19.07.05 - 6:55 pm


eu tb comentei e agora desapareceu...
Bixu 19.07.05 - 7:09 pm


Lindo!
É a primeira vez que me perco por aqui, e... foi um prazer ler-te!

Tens nas palavras a docura e o encanto que encontravas nas mãos da tua professora! Também prendem..

Não sei se "o teu livro", de que falam os teus amigos nestes comentários, é apenas uma brincadeira ou vai mesmo sair.. (?) mas se sair, eu vou ler seguramente!!
sea 19.07.05 - 8:19 pm


O debate acaba como só podia acabar. No Amor.

"Quem inventou o Amor ?
Me explica, por favor."
Renato Russo

E um grande beijinho.
Mário Almeida 19.07.05 10:44 pm


Quando dizia que a riqueza humana era muito mais do que aparecia nos estudos, referia-me a isto mesmo. Ninguém consegue colocar ciência numa narrativa como esta, porque é rica, complexa, porque és tu e a tua essência, Assumida Mente!

Adorei aquilo que o Mário de Almeida disse e acho que ele tem toda a razão: "O debate acaba como só podia acabar. No Amor."
celtic 07.19.05 - 10:59 pm


Mente brilhante!
malmequer 07.20.05 - 3:27 am


Adorei o texto! Também fico a aguardar pelo livro!
Andreia 20.07.05 - 8:57 am


Lee, a nossa sorte é que o nosso coração sabe muito melhor do que nós aquilo que quer, não é inflexibilidade, é sabedoria!

Manchinha, são os "artigos com citações entre aspas e pontos e vírgulas e anotações a remeter para volumes e volumes de legislação compilada por disposições assexuais e imposições legais" que me alimentam o corpo... quem sabe um dia, depois de muitos artigos, lá consiga comprar tempo para alimentar a alma!

Tangas, olhe que a Mancha sempre é mais contida nos elogios! Mas já que estamos numa de galhardetes, deixe-me dizer-lhe que a menina é a blogger mais apaixonantemente viperina de que alguma vez haverá memória e, isso sim, é arrebatador

Caloria, venha a mesa que já tenho saudades dessas delícias, das gastronómicas e das outras que sempre as acompanham!

SGC, chuac chuac pelas palavras simpáticas!

aNinhas, ainda tenho que viver muitas histórias antes de aprender a contá-las!

M.... de Mágica (?!) and it is, indeed, as simples as that!!

Panasca, por acaso na altura até deu... mas quem é que quer saber de notas máximas quando o que se quer são outros máximos, bem mais máximos que as notas?!

Choco e Lemon, minhas doidas, não vale a pena espernearem (Choco, siga a ler para a frente sem sequer ponderar a hipótese de fazer trocadilhos com a palavra) nem degladiarem-se, se depender de nós prendemo-vos a vida toda, que há linhas na vida que valem mais que qualquer livro!

Bixu, bem sei que te identificas, por alguma coisa somos géme@s, verdade?

Sea, pois então muito bem-vind@! Elas também não sabem...

Mário, é simples não é?!... ou talvez não... não sei se a nossa identidade sexual se define apenas quando encontramos o Amor, ou se não se definirá mesmo antes desse momento... há lá debates que alguma vez acabam?!

celtic, é por isso que me dão vontade de rir os cientistas que, de tão crentes que estão na cientificidade de todas as suas conclusões, se esquecem que a vida humana é muito mais rica do que qualquer uma das suas complexas fórmulas. Como dizia o outro, não há memória de alguma vez se ter visto a alma presa a um bisturi!

malmequer e Andreia: 2 u 2!
Assumida Mente 20.07.05 - 10:52 am


Assumida Mente, Obrigada pela partilha. Idenfiquei-me com ela em diversos pontos. Também eu um dia disse à minha mais que tudo "Sabes, eu apaixono-me por Pessoas..."
Nina 07.20.05 - 12:59 pm


E a menina acha que eu também vivo do tempo? Não me importava. Entretanto, o que passo a lê-la é já meia vida ganha.
Mancha 20.07.05 - 2:20 pm


Ai a Manchinha a querer roubar o estilo à Tangas!
Assumida Mente 07.20.05 - 2:23 pm


...fiquei sem palavras, sem dúvidas, sem argumentos...acordei e vi que além do que somos para nós nada importa... são só meia dúzia de etiquetas que vão mudando com o tempo.
Obrigada por me acordares

P.S. O livro é para quando?
AlmaAzul 20.07.05 - 3:48 pm


Viperina? Eu?!? Espere pela volta do lápis...
Deixe lá a Mancha esparramar as tristezas à vontade. As nódoas tendem a espalhar-se...
Tangas 21.07.05 - 9:34 am


"Choco e Lemon, minhas doidas, não vale a pena espernearem (Choco, siga a ler para a frente sem sequer ponderar a hipótese de fazer trocadilhos com a palavra) nem degladiarem-se, se depender de nós prendemo-vos a vida toda, que há linhas na vida que valem mais que qualquer livro!"

Tive a ler esta frase, que confesso não o tinha feito ... e não vou fazer qualquer trocadilho com as palavras (... mais descansadinha Assumida M.?...), apenas a confirmação que estamos já prendidas...
Chocolover 21.07.05 - 11:56 am


Adorei cada palavra, cada sentimento, cada questão!!! Parabéns....

Beijos, muitos!
Preciouzzz 21.07.05 - 1:33 pm


AlmaAzul no fundo é tudo como dizias nos comentários no post abaixo: uma questão de tempo!

Tangas, venha ele!

Choco ... e porque te portaste bem, e fizeste um comentário decente, não, não há chicotadas!

Preciouzzz beijos 2 u 2
Assumida Mente 21.07.05 - 2:00 pm


Oooohhhhhhhhhhhhhh!!!!! Assim não vale!!! E eu que estava aqui à espera!!!....
Chocolover 07.21.05 - 4:21 pm


Assumida,

se fosse a ti, via o e-mail. É que era já a seguireeeeeeeeeeee!

Bejos x2.
Panasca-Mor 21.07.05 - 4:41 pm


Tambem gostei do texto, nos blogs os textos grandes só são lidos se detiverem essa escrita meia séria meia oralizada senão não dá para ler até ao fim. Boas!
saxesaxe 21.07.05 - 10:55 pm


É uma escrita que prende... que se saboreia palavra a palavra... bem escrita e bem estruturada... gosto de te ler!! Eu não tenho grande jeito... gostava, mas como não tenho esse dom, vou lendo quem o tem!!

Parabéns!
Boo 22.07.05 - 1:02 am


Choco, quem espera sempre alcança!

Panasca, já vi... estou a matutar na resposta!

Saxe o tamanho de um texto não depende do número de letrinhas que ele tem, mas do interesse ou da disposição que temos para lê-lo, esteja ele onde estiver. Don't you think so?!

Boo, olha que disfarças muito bem, ai disfarças disfarças!
Assumida Mente 07.22.05 - 10:49 am


Seria fácil, depois de tudo quanto foi dito, chegar aqui e simplesmente dizer que nada tenho a acrescentar. Não é isso que me apetece fazer, contudo.
Porque viver ao lado de uma Mulher tão especial como a Assumida Mente não se coaduna com silêncios, com meros assentimentos ou com simples concordâncias.
Viver ao lado de uma Mulher tão especial, inteligente, brilhante e apaixonante como a Assumida Mente implica ser grata por os nossos caminhos se haverem cruzado.
De cada vez que olho bem no fundo dos seus olhos vejo a sua genialidade, tal como os comentadores a viram nas palavras deste post.
E esta capacidade de sinteticamente dizer tudo e simultanemente deixar tudo em aberto é apenas uma de entre as múltiplas coisas fantásticas que a Mulher que amo é capaz de fazer.
Decerto que ninguém me censura por amá-la...

E eis que este com este surpreendente post o tema "Bissexualidade" fecha, por ora, com chave de ouro.
Mente Assumida 23.07.05 - 12:51 am


Excelente texto, porque maneira de contar a realidade ponto.
tv 25.07.05 - 11:26 pm


Comentários:
Adorei :- )
 
não acompanhei as discussões para trás sobre bissexualidade.Mas li com algum interesse a tua história. Não concordo quando dizes que nasceste hetero. Na minha opinião nínguém nasce com uma orientação sexual definida. Somos todos educados à partida para sermos heterossexuais, pela família pelos amgigos pela sociedade.A heterossexualidade é um sistema político. Bissexualidade se existe ou não, não sei faz-me alguma confusão essa dicotomia masculino/feminino. Para isso era preciso acreditar em dois sexos biológicos apenas e bem definidos. Existem pessoas que não se definem em nenhum dos géneros que a sociedade estipulou.
Para além de que eu acredito que o desejo sexual é mutável dependendo de muitos e variados factores.
 
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