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quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Não faltam excelentes razões... 

... para ir ver in loco Barbara Bonney e Angelika Kirchschlager hoje, às 19h00, no Grande Auditório Gulbenkian. O programa será composto pelo repertório do mais recente trabalho discográfico das duas cantoras.

Passemos às razões de qualidade interpretativa...

Barbara Bonney é uma das cantoras de excepção do nosso tempo, admirável pela musicalidade e beleza vocal, mas ainda pela inteligência interpretativa, versatilidade poliglota, pela curiosidade e interesse em experimentar novos repertórios, abarcando por isso um vasto repertório, que vai da música antiga ao século XX. Voz cristalina, doce, solar. A própria afirma: «não sou a típica cantora de ópera, com uma grande voz que enche uma grande sala». Contudo, devem-se-lhe papéis operáticos deslumbrantes e de referência, sobretudo em Strauss (Cavaleiro da Rosa, Ariadne auf Naxos e Arabella) e Mozart (Bodas de Fígaro e Flauta Mágica).
O percurso de Barbara Bonney é o de alguém que, para além do talento de excepção que possui, se ultrapassa a si própria pela demanda constante do aperfeiçoamento ao nível do detalhe, para além de uma extraordinária capacidade de adaptação ao repertório.
Apesar da sua intensa actividade, que se reflecte também numa extensa discografia que abarca praticamente todos os géneros de música vocal, é conhecido o sério investimento que tem levado a cabo no domínio do recital, onde impera um forte sentido comunicativo. «Para quem está num palco de ópera há um certo anonimato - vê-se um grande mar de audiência às escuras. Nos recitais de Lieder a sala está normalmente mais iluminada - pode praticamente tocar-se a audiência. Pode sentir-se o seu calor, olhar nos olhos. E a energia extraordinária que recebo de uma audiência que está concentrada na música e poesia é verdadeiramente revigorante».
Entre os pianistas com quem colabora regularmente destacam-se António Papano (com quem gravou o registo admirável consagrado a compositores escandinavos, Diamonds in the Snow, Decca) e Malcolm Martineau, este último referido por si como «o Rolls Royce dos pianistas acompanhadores» e com quem, sublinhe-se, mantém colaboração estreita.

O meio-soprano austríaco Angelika Kirchschlager é um valor firmado entre as vozes jovens que se consagraram nos anos 90. O seu investimento no repertório de Lied é reconhecido, para além de prestações na ópera. Voz de grande beleza, quente e espessa, mas doce e clara, de grande versatilidade.

É claro e manifesto o interesse de um recital que se pauta pela reunião em palco de tão elevada qualidade interpretativa destas duas cantoras, tendo como pretexto um repertório relativamente secundarizado, mas de primeira água. Destaque para os Seis Duetos op.63 de Mendelssohn, os Três Duetos op.74 de Schumann e os Duetos Morávios op.32 de Dvorák, passando ainda por Fauré, Rossini e Chausson. Adivinha-se um recital transbordante de musicalidade e magia, que aliás é já um sucesso discográfico mas que não substitui certamente a oportunidade da fruição ao vivo.

(Fonte: Serviço de Música da F.C.G.)

Mas há outras razões...

É que a fotografia promocional do álbum...

Angelika Kirchschlager e Barbara Bonney

... me parece profundamente sugestiva...

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