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quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Já para a RUA! 

Lembro-me como se fosse hoje, daquele friozinho no estômago quando a minha mãe me largou a mão e me apresentou à minha professora primária. O medo que até ali sentira desvaneceu-se ao encontrar o sorriso rasgado e os cabelos simpaticamente brancos da minha professora primária. Sorriu-me, e indicou-me a porta de um longo caminho, que ainda hoje estou a percorrer.

Desde então, até hoje, toda a minha vida está recheada de professores. Os bem e os mal amados, os exemplos para o resto da vida e os gozados, os mágicos e os falhados. A minha primeira paixão foi por uma professora, o meu primeiro grande ódio foi com um professor, a minha melhor amiga é professora...
É assim comigo, como será, provavelmente, com toda a gente que habita o nosso planeta: há sempre, inevitavelmente, um professor na vida de cada um de nós...

É por isso que hoje, mais do que me sentir revoltada com a vergonha nacional, sinto-me solidária com o Adão e a Zélia, para ir de A a Z sem esquecer ninguém. Sinto-me injustiçada pela situação que cada um dos seres humanos que escolheu por profissão ser profesor vive neste momento, sinto-me sem palavras face ao ridículo que é declarar um ano lectivo aberto, com MILHARES, repito MILHARES de professores por colocar!!

Como se pode querer um ensino de qualidade nestas condições? Como se pode querer seja o que for nestas condições?!...

Mas, mais do que isso, o que me faz espécie é como é que algum professor, por muito acomodado que seja poderá hoje entrar numa sala de aula e dar a sua aula de apresentação, impávido e sereno, como se nada estivesse a acontecer, completamente indiferente à injustiça que os seus colegas estão a viver!

Que nem um único caderno se abra! Que nem uma única linha se escreva, enquanto a situação de tantos alunos e professores não estiver definitivamente decidida!... Que professores, alunos e todos nós que temos alma, saíamos à rua e protestemos contra esta que é, provavelmente, das mais catastróficas e evidentes falhas de um Governo, desde que me conheço como portuguesa!

Saíamos todos à rua! E até eu, que não sou muito de manifestações, irei convosco, meter-me na Rua, já que para lá não posso mandar o Governo... Se pudesse mandava, ai está claro que mandava, com direito a falta a vermelho e participação ao Conselho Directivo e tudo!...

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