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sábado, 11 de setembro de 2004

In memoriam 

Que morreram 3.000 pessoas nos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, já todos sabemos e, muito provavelmente, jamais esqueceremos. O que talvez nem todos saibam é que entre as vítimas estavam três homossexuais que devotaram a vida aos ideiais do respeito e da igualdade. Muitos outros homossexuais anónimos terão perecido também. Em nome de todos, aqui fica este tributo, a escassos minutos do fim deste fatídico aniversário. Que descansem em paz.


David Charlebois
(29.VIII.1962-11.IX.2001)

David Charlebois

David Charlebois era piloto da American Airlines. Era o co-piloto do voo 77 que, após ter sido desviado por terroristas, colidiu com o edifício sede do Pentágono. Tinha 39 anos.
David foi porta-bandeira da National Gay Pilots Association na Millenium March, em 30 de Abril de 200, em Washington, onde envergou orgulhosamente o seu uniforme. Após ter percorrido todo o caminho, voltou a desfilar, desta feita acompanhando a Gay and Lesbian Employees of American Airlines (GLEAM). Afirmou tê-lo feito porque queria apoiar os comissários de bordo homossexuais que também o haviam apoiado aquando do seu coming out. David participou, ainda, activamente em campanhas para angariação de fundos para a Sexual Minority Youth Assistance League.
David vivia com Tom Hay, seu companheiro há 14 anos.


Mark Bingham
(22.V.1970-11.IX.2001)

Mark Bingham

A vida de Mark foi abruptamente ceifada a bordo do voo 93, um dos aviões que colidiu com uma das torres do World Trade Center.
Mark era jogador de rugby e graças a si a Universidade da Califórnia alcançou o título de campeã nacional em 1991 e 1993. Os que o conheceram, recordam-no também como um homem corajoso: além de ter lutado numa rua de São Francisco com um assaltante armado, que ameaçava matar o seu companheiro, foi colhido por um touro em Pamplona! Amante de boa comida e bom vinho, viajou por toda a Europa, tendo uma predilecção pela cidade de Paris. Carismático, aos 31 anos era um empresário de sucesso, dono do The Bingham Group.
Mark vivia com o companheiro, Paul, há seis anos.


Mychal F. Judge
(11.V.1933-11.IX.2001)

Mychal Judge

Mychal Judge era padre franciscano e o capelão do corpo de Bombeiros de Nova Iorque. Morreu aos 68 anos, em consequência da queda das torres do World Trade Center, após o ataque terrorista. Terá sido atingido pelos destroços, porque havia removido o capacete para administrar os últimos Sacramentos ao bombeiro Daniel Suhr. Entrou no hall da torre norte onde havia sido instalado o posto de comando para serviços de emergência e foi atingido pelos destroços do colapso da torre sul. O seu certificado de falecimento indica-o como a primeira pessoa oficialmente declarada vítima da tragédia. O antigo presidente dos E.U.A., Bill Clinton, e a mulher, Hillary, estiveram entre as mais de 3.000 pessoas presentes no seu funeral, que se realizou a 15 de Setembro, na Igreja de S. Francisco de Assis, em Mannhatan - curiosamente, o dia em que cumpriria 33 anos de abstinência alcoólica.
Actualmente, reúnem-se esforços para a canonização do Padre Judge. O seu capacete foi oferecido ao Papa João Paulo II e a República Francesa nomeou-o para a Legião de Honra.
Este descendente de emigrantes irlandeses, que mudou o nome de nascimento (Michael) para Mychal para se distinguir de outros padres homónimos, foi ajudado pelos Alcoólicos Anónimos, tendo deixado de consumir álcool em 1978.
Mychal Judge era homossexual e, de acordo com os seus amigos na comunidade lgbt, desde os anos 90 que erguia a sua voz a favor da aceitação e inclusão dos homossexuais na Igreja Católica. Ficou conhecido por ter sido um dos primeiros padres a celebrar as missas de exéquias de homens homossexuais vítimas de SIDA.


Post Scriptum - Tomei conhecimento de parte desta informação através da página de celebridades lgbt da rede ex aequo.

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